Lição dos Adultos - 3º Trimestre - 2003

   Lição 9   

    Lição 9 - O ministério de Jesus e o santuário 

    23 a 30 de agosto  

    


 

    Sábado à tarde - Ano Bíblico: Jer. 42–44
 

    VERSO PARA MEMORIZAR: "Ao contrário dos outros sumos sacerdotes, Ele não tem necessidade de oferecer sacrifícios dia após dia, primeiro por Seus próprios pecados e, depois, pelos pecados do povo. E Ele o fez uma vez por todas quando a Si mesmo Se ofereceu" (Hebreus 7:27, NVI). 

    Leitura da semana: Hebreus 9 e 10. 

    PENSAMENTO-CHAVE: O livro de Hebreus usa imagens tanto do serviço diário como do anual, e ambas têm o mesmo sentido: Por meio de Jesus temos pleno acesso ao Pai. 

    Já estudamos a linguagem do santuário da Epístola aos Hebreus. Também já notamos que o autor conhece muito bem o antigo sistema. Para ele, o santuário terrestre é uma sombra do verdadeiro santuário celestial. Além do verdadeiro tabernáculo, existe um sacrifício verdadeiro que ultrapassa todos os sacrifícios de animais que fazem expiação pelos pecados da humanidade. Também existe um sacerdócio real. 

    Hebreus tem fortes referências ao Dia da Expiação. Que conclusões podemos tirar dessas referências? Que conclusões não são confirmadas? 

    Nesta semana vamos examinar alguns textos e assuntos que têm significado especial para os adventistas do sétimo dia. 

    


 

    Domingo - Ano Bíblico: Jer. 45–48
 

    O serviço diário em Hebreus (Heb. 9:6 e 7) 

    Não há dúvida de que o autor de Hebreus usou o santuário do deserto do Antigo Testamento e seus sacrifícios como modelo ou tipo a fim de facilitar a compreensão do ministério de Cristo no santuário celestial. Fora desse contexto, os versos sobre o sangue de bodes e touros, a tenda, o véu, o sumo sacerdote, e assim por diante, têm pouco sentido. Paulo usou as realidades terrestres para explicar as celestiais; o mesmo devemos fazer. 

    Assim, não surpreende que, de acordo com o tipo do Antigo Testamento, ele faça a distinção entre o ministério no primeiro compartimento do tabernáculo, o Lugar Santo, e um ministério no segundo compartimento, o Santíssimo. No primeiro, os sacerdotes e o sumo sacerdote ofereciam sacrifícios diários para expiar os pecados do povo. No Lugar Santíssimo, o sumo sacerdote fazia a expiação do pecado e purificava o santuário da sua presença (Levítico 16). O serviço diário parecia lidar com o pecado em base individual; no serviço anual, todo o cerimonial assumia um componente coletivo, tratando a nação como um todo. 

    1. Em Hebreus 9:7, as palavras traduzidas como "pecados" vêm de uma palavra grega que significa pecados cometidos por ignorância ou negligência. Por que mesmo esses tipos de pecados precisavam ser expiados? O que este fato nos diz sobre a gravidade desse tipo de pecados? 

    


 

    Segunda - Ano Bíblico: Jer. 49 e 50
 

    O Dia da Expiação em Hebreus 

    Além de usar imagens do serviço diário (ou do primeiro compartimento), o livro de Hebreus usa imagens do serviço anual, o Dia da Expiação, o clímax do ano no ritual do santuário. Isto não deve nos surpreender, porque dificilmente se poderia esperar que um livro sobre os tipos básicos do serviço do santuário terrestre ignorasse uma das cerimônias mais solenes do santuário. 

    3. Além de Hebreus 9:7, podem ser encontradas referências ao Dia da Expiação muito claramente em Hebreus 9:25 e 26 e em 10:1-4. Como aconteceu com as referências ao serviço diário (veja a lição de ontem), qual é o ponto principal nestes textos, e como este ponto se enquadra com todo o tema de Hebreus que examinamos até agora? 

    4. Outro texto fascinante com referência ao Dia da Expiação é Hebreus 9:23. "Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores." Depois de ler o texto em seu contexto, faça a si mesmo esta pergunta: Levando em conta os contrastes do livro de Hebreus, especialmente no capítulo 9, quais são as "coisas celestiais" que precisam ser purificadas? 

    Depois de uma passagem sobre a dedicação do santuário, este texto afirma que assim como as coisas terrestres (isto é, o santuário terrestre e tudo o que estava nele) exigem purificação, assim também com as "coisas celestiais" (o santuário no Céu). A não ser que, neste caso, a purificação celestial requeria "sacrifícios superiores". Não é coincidência que a palavra traduzida como "purificadas" seja usada em Levítico 16 para descrever a purificação do santuário no Dia da Expiação. O autor considera que a cerimônia terrestre era um símbolo de algo superior no Céu. 

    Embora Hebreus não desenvolva mais este tema e não diga quando estas "coisas celestiais" foram ou seriam purificadas (por exemplo, na Cruz ou começando em 1844), ele afirma o ensino adventista de que não apenas existe um santuário no Céu, mas que este precisa ser "purificado". Como você entende este verso no contexto de nossa mensagem da purificação do santuário a partir de 1844? 

    


 

    Terça - Ano Bíblico: Jer. 51 e 52
 

    "Por trás do véu" 

    5. Leia Hebreus 6:13-20. Que esperança o autor está dando a seus leitores? Qual parece ser o objetivo desta afirmação? 

    Tem havido muita discussão ao longo dos anos a respeito da expressão "por trás do véu". Esta expressão é usada quase exclusivamente (mas nem sempre; veja Núm. 18:7) como referência ao Lugar Santíssimo na Bíblia hebraica, e alguns tentam argumentar baseados neste verso que Hebreus afirma que Jesus entrou para o Lugar Santíssimo do santuário celestial, anulando assim a mensagem de 1844. 

    6. Em Hebreus 9:3, o autor – que fala sobre o véu entre o Santo e o Santíssimo do santuário terrestre – usou a expressão "segundo véu". Surge a pergunta: Por que ele não usou esta mesma expressão em Hebreus 6:19 se ele queria se referir, especificamente, ao segundo compartimento? 

    Evidentemente o autor queria se referir ao segundo véu, isto é, o véu interno que ficava diante do Santíssimo. De fato, não há nada no contexto imediato de Hebreus 6:19 e 20 que se refira ao Dia da Expiação. Muito provavelmente, considerando todo o contexto do livro, a expressão se refere a todo o nosso acesso a Deus no santuário celestial. 

    Não há dúvida de que todos os sacrifícios, inclusive os do Dia da Expiação, se cumpriram em Jesus na Cruz. Mas concentrar-se exclusivamente nesta expressão, considerando-a central, é perder todo o objetivo do livro de Hebreus, que afirma que por meio de Jesus todas as barreiras entre Deus e a humanidade foram quebradas e que, pela morte e mediação de Cristo, agora temos pleno acesso ao Pai. Aquele verso, junto com outras imagens do Dia da Expiação (é interessante que não se faz menção em Hebreus ao bode para Azazel, um elemento-chave no serviço anual), não prova que o ritual do Dia da Expiação se cumpriu na Cruz. O livro de Hebreus simplesmente não trata do assunto. 

    


 

    Quarta - Ano Bíblico: Lamentações
 

    Nosso Intercessor celestial 

    "Por isso, também pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles" (Heb. 7:25). 

    Talvez, de certa forma, o tema-chave de Hebreus seja encontrado na simples expressão dentro deste texto: que Ele pode salvar totalmente os que "por Ele se chegam a Deus". A palavra grega traduzida "por" aqui tem o significado de "através" ou "por meio de". 

    Novamente, devemos nos lembrar do propósito da epístola. Paulo está dizendo para aquelas pessoas: Não voltem para sua antiga maneira de viver. O novo caminho oferece algo muito melhor, algo que pode realizar o que o antigo nunca poderia. O novo caminho lhes oferece a oportunidade de vir a Deus como vocês nunca seriam capazes. Porque agora vocês podem ir a Deus por meio de Jesus. 

    7. O que significa ir a Deus "por ele", isto é, por meio de Jesus? Escreva o que Jesus fez para que pudéssemos, por intermédio dEle, ir a Deus. Que textos você mencionaria para confirmar sua resposta? O que significa ir a Deus? 

    Sem dúvida, é por Cristo como nosso grande Sumo sacerdote que podemos ter acesso a Deus. Mas como? Como podemos, como seres pecadores, ter acesso a um Deus santo? 

    É claro que não podemos (pelo menos agora) permanecer na presença de Deus. Mas não temos que fazer isso. Outra Pessoa faz isso por nós, Jesus, que em virtude de Sua vida perfeita Se apresenta diante do Pai – por nós. Ele permanece em nosso lugar, representando-nos, não por causa do nosso próprio mérito, mas por Seus méritos. Ele é o único que tem a justiça perfeita para apresentar-Se diante do Pai. 

    Assim como nos serviços diário e anual, na antiga aliança, os sacerdotes entravam na presença de Deus no santuário, Jesus faz isso por nós no santuário celestial. Ele é nosso representante ali, fazendo por nós o que nunca poderíamos fazer em nosso favor. 

    Leia Romanos 8:34; Hebreus 6:20; 9:24; 10:20. O que esses textos têm em comum? Que esperança e promessas se destinam para nós? 

    


 

    Quinta - Ano Bíblico: Eze. 1–3
 

    Nosso Mediador celestial 

    8. Examine estes textos: o que eles nos revelam? O que eles significam para nós? O que é um mediador? Por que precisamos de um mediador? 

    I Tim. 2:5 

    Heb. 8:6 Heb. 9:15 

    Heb. 12:24 

    Jesus como mediador não pode ser separado de Jesus como sacrifício e Jesus como Sumo sacerdote. Todos estes aspectos são parte do mesmo plano de salvação. Em virtude da Sua vida perfeita e Seu sacrifício completo, Jesus agora é nosso Sumo sacerdote no Céu, onde comparece à presença de Deus por nós como Mediador. 

    No serviço do santuário na antiga aliança o sacerdote tomava o sangue dos animais e o trazia ao santuário terrestre. Como representante de outros, ele ia aonde outros não podiam ir. Os sacerdotes tinham que fazer assim dia após dia no serviço diário, e ano após ano no serviço anual. 

    Sob a nova aliança, em vez sacerdotes terrenos e pecaminosos, temos Jesus, o Mediador de "superior aliança instituída com base em superiores promessas". Os pecadores hoje não têm que procurar um animal, não têm que levá-lo a um santuário terrestre, e não precisam de outro pecador para fazer mediação com aquele sangue. Tudo isso está sendo feito por nós por Jesus, por intermédio de quem podemos ter acesso a Deus a qualquer hora, em qualquer lugar. 

    Quando pecamos, confessamos os pecados, e Jesus, fazendo uso de Seus méritos, de Sua perfeita justiça, comparece diante de Deus por nós, representando-nos, não com base em nossa justiça, mas com a dEle mesmo, administrando os méritos que Ele Próprio adquiriu por nós enquanto vivia em carne, méritos que se tornam nossos pela fé. Em resumo, Ele está aplicando em nosso favor os benefícios de Sua vida e morte perfeita, o único meio pelo qual nós, pecadores, podemos ser aceitos por Deus. 

    Leia I João 2:1 levando em conta a lição de hoje. Como este texto se combina com o tema de Hebreus? Você precisa ver a grande esperança e promessa que temos, sabendo que "Jesus Cristo, o Justo" intercede por nós, que comparece à presença de Deus por nós e que é nosso Mediador. Medite nestes temas até compreender sua importância para você pessoalmente. 

    


 

    Sexta - Ano Bíblico: Eze. 4–7
 

    Estudo adicional 

    Ellen G. White, A Fé Pela Qual eu Vivo, págs. 188-212. 

    "Tudo é terror e confusão. O sacerdote está para matar a vítima; mas o cutelo cai-lhe da mão paralisada, e o cordeiro escapa. O tipo encontrara o antítipo por ocasião da morte do Filho de Deus. Foi feito o grande sacrifício. Acha-se aberto o caminho para o santíssimo. Um novo, vivo caminho está para todos preparado. Não mais necessita a pecadora, aflita humanidade esperar a chegada do sumo sacerdote. Daí em diante, devia o Salvador oficiar como Sacerdote e Advogado no Céu dos Céus." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 757. 

    "Pelo rasgar do véu do templo, Deus disse: Não posso mais revelar Minha presença no lugar santo. Um novo e vivo Caminho, diante do qual não existe véu, é oferecido a todos. A humanidade pecaminosa e sofredora não aguarda mais a vinda do Sumo sacerdote." – Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1.109. 

    Perguntas para consideração: 

    1. Como podemos harmonizar estas citações de Ellen G. White com a nossa compreensão de um ministério de Cristo em duas fases no Céu? 

    2. Depois de muito estudo por alguns de nossos melhores eruditos, foi preparado um relatório sobre Hebreus. Foram feitas duas perguntas. O livro de Hebreus ensina o ministério sacerdotal de Cristo em duas fases? O livro de Hebreus nega o ministério sacerdotal de Cristo em duas fases? O comitê respondeu "Não" às duas perguntas. Comente as implicações da resposta da comissão. 

    3. O livro de Hebreus é muito claro em afirmar que o santuário terrestre e o celestial estão intimamente relacionados. Embora não seja sábio fazer uma comparação exata, exigindo que cada peça de mobília no santuário terrestre deva ter uma contrapartida correspondente no Céu, que evidências temos de que o ministério terrestre em duas fases – tão importante para a função daquele santuário – indica um ministério celestial, também em duas fases? 

    Resumo: O livro de Hebreus, usando o serviço do santuário da antiga aliança como modelo, faz uso de imagens dos serviços diários e anuais. Esses serviços apontam para a esperança maior e melhor que temos em Jesus, nosso Intercessor, Mediador e Sumo sacerdote no Céu. 

    


 

   Lição 9   

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