Lição dos Adultos - 3º Trimestre - 2002

   Lição 13   

    Lição 13 - Cai a cortina sobre o reino do Sul  

    21 a 28 de setembro 

    


 

    Sábado à tarde - Ano Bíblico: Amós 5–9
 

    VERSO PARA MEMORIZAR: "Farei com eles uma aliança permanente: Jamais deixarei de fazer o bem a eles, e farei com que Me temam de coração, para que jamais se desviem de Mim." Jer. 32:40 

    "E ELES SERÃO O MEU POVO". "Portanto, assim diz o Senhor a esta cidade, sobre a qual vocês estão dizendo que será entregue nas mãos dos babilônios por meio da guerra, da fome e da peste: ‘Certamente Eu os reunirei de todas as terras para onde os dispersei na Minha ardente ira e no Meu grande furor; Eu os trarei de volta a este lugar e permitirei que vivam em segurança. Eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus: Darei a eles um só pensamento e uma só conduta, para que Me temam durante toda a sua vida, para o seu próprio bem e o de seus filhos e descendentes. Farei com eles uma aliança permanente: Jamais deixarei de fazer o bem a eles, e farei com que Me temam de coração, para que jamais se desviem de Mim. Terei alegria em fazer-lhes o bem, e os plantarei firmemente nesta terra de todo o Meu coração e de toda a Minha alma. Sim, é o que farei’" (Jer. 32:36-41). 

    


 

    Domingo - Ano Bíblico: Obadias e Jonas
 

    Josias e a Páscoa – II Crôn. 35:1-19 

    De acordo com Josefo, historiador judeu que viveu no primeiro século d.C., Josias era um homem de disposição excelente, naturalmente virtuoso e seguia as ações de Davi como padrão para sua vida. – Antiquities, Livro X, pág. IV. Adaptado. Embora Josias tentasse diligente e fielmente reformar Judá, Ellen G. White escreveu que, no entanto, era claro para ele que Judá tinha pouca esperança de escapar à destruição final (Veja Profetas e Reis, pág. 398). 

    1. Leia a história em II Crônicas 35 sobre a Páscoa. Não lemos de outro rei que tentou fazer o mesmo em Judá? (Veja II Crônicas 30.) Para recapitular: o que era a Páscoa, e o que simbolizava, que a tornava tão importante para um reavivamento? 

    O reavivamento tentado por Josias destacou duas coisas (além da erradicação das práticas pagãs): a lei e o serviço do santuário (o templo, propriamente dito). O serviço do santuário, entendemos que é basicamente um modelo do plano de salvação: o evangelho de Jesus Cristo (II Tim. 2:8; Heb. 4:2; Apoc. 14:6). Em resumo, o que Josias fez foi centrar seu reavivamento em torno da lei e do evangelho, que são, realmente, o fundamento de toda verdadeira fé e adoração. 

    2. Qual é o papel da lei no plano de salvação? Veja Rom. 3:20; 7:7; Tiago 2:10-12; I João 3:4. 

    3. Qual é sua compreensão do papel do evangelho, como prefigurado no serviço do santuário e cumprido em Jesus, no plano de salvação? Veja Col. 1:14; Heb. 9:26; 10:10-12; I Pedro 1:18 e 19. Como a lei e o evangelho se complementam? 

    


 

    Segunda - Ano Bíblico: Miquéias 1–4
 

    A morte de Josias – II Crôn. 35:20-27; 36 

    A história em II Crônicas contém mais detalhes do que em II Reis a respeito da morte de Josias em uma batalha contra o Faraó Neco, do Egito. Neco aliou-se com a Assíria contra os babilônios, que estavam se expandindo para o oeste e logo se tornariam uma ameaça para o próprio Egito. Judá achava-se geograficamente entre Babilônia e o Egito. De acordo com Jeremias, um forte partido pró-egípcio surgiu na Palestina. As lutas entre esse partido e o partido pró-babilônico acabaram por despedaçar a sociedade judaica e levar à captura e destruição de Jerusalém pelos babilônios. 

    4. Leia a história da morte de Josias na batalha contra as forças egípcias (608 a.C.) em II Crônicas 35:20-24. Por que um bom rei, que tentou reestabelecer a fé e a adoração verdadeiras em Judá, norreu tão cedo? E era realmente cedo? Veja II Crônicas 34:28. Como esse único verso nos ajuda a entender o destino de Josias? 

    Durante o reinado de Josias, a situação política e militar da região mudou drasticamente. A poderosa nação assíria ao norte, que, cerca de cem anos antes, invadiu e destruiu a nação israelita, estava se desintegrando, uma situação que pode ter, pelo menos por algum tempo, facilitado para Josias fazer as reformas em Judá. Ao mesmo tempo, porém, com a desintegração da Assíria, os babilônios estavam subindo ao poder. Esta foi a Babilônia que mais tarde destruiu o reino do Sul e levou muitos de sua elite para o cativeiro e formou o pano de fundo do livro de Daniel. 

    Depois da morte de Josias, não demorou para a cortina fechar-se sobre a nação. Quatro reis vieram depois dele: 

    Jeoacaz (II Crôn. 36:2 e 3) 

    Eliaquim (II Crôn. 36:4-8) 

    Jeoaquin (II Crôn. 36: 9 e 10) 

    Zedequias (II Crôn. 36:11-14) 

    Os textos sobre eles falam por si mesmos. 

    Leia II Crônicas 36, um capítulo que descreve os dias finais de Judá e o fim do primeiro período do templo. Escreva em um pequeno parágrafo que grande lição espiritual podemos aprender do fim de Judá. 

    


 

    Terça - Ano Bíblico: Miquéias 5–7
 

    Deus misericordioso, criação rebelde 

    "O Senhor, o Deus dos seus antepassados, advertiu-os várias vezes por meio de Seus mensageiros, pois Ele tinha compaixão de Seu povo e do lugar de Sua habitação. Mas eles zombaram dos mensageiros de Deus, desprezaram as palavras dEle e expuseram ao ridículo os Seus profetas, até que a ira do Senhor se levantou contra o Seu povo, e já não houve mais remédio" (II Crôn. 36:15 e 16). 

    Talvez estes sejam alguns dos versos mais tristes da Bíblia. De muitas formas, eles descrevem não só a história do reino do Sul, mas toda a história do drama do grande conflito, começando com Lúcifer no Céu e terminando com o fim deste mundo presente. 

    Leia o que Ellen G. White escreveu sobre as fases mais antigas do grande conflito, mesmo antes de chegar à Terra: "Deus, em Sua grande misericórdia, suportou longamente a Satanás. Este não foi imediatamente degradado de sua posição elevada, quando a princípio condescendeu com o espírito de descontentamento, nem mesmo quando começou a apresentar suas falsas pretensões diante dos anjos fiéis. Muito tempo foi ele conservado no Céu. Reiteradas vezes lhe foi oferecido o perdão, sob a condição de que se arrependesse e submetesse. Esforços que apenas o amor e a sabedoria infinitos poderiam conceber, foram feitos a fim de convencê-lo de seu erro. O espírito de dissabor nunca dantes fora conhecido no Céu." – O Grande Conflito, págs. 495 e 496. 

    Note o princípio: o Criador apelando, oferecendo perdão para a criatura, que rejeita a oferta. Com que freqüência este argumento foi repetido também aqui na Terra. 

    5. Nas linhas abaixo, escreva outros exemplos bíblicos deste mesmo princípio: Deus pleiteia com Seu povo para que se arrependa, obedeça, aceite o perdão, e o povo continua zombando ou rejeitando. As coisas são diferentes hoje? Exemplo: Caim rejeitou os apelos de Deus para obedecer em Gênesis 4. 

    A última frase em hebraico em II Crônicas 36:16 diz, mais literalmente: "Até não haver mais cura" (veja também Jer. 14:19, onde a mesma palavra é usada duas vezes). Por que não havia mais "cura"? Foi porque não havia cura, ou porque o doente recusou o remédio? 

    


 

    Quarta - Ano Bíblico: Naum
 

    "Comam o que é bom" 

    "Venham, todos vocês que estão com sede, venham às águas; e vocês que não possuem dinheiro algum; venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo. Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz? Escutem, escutem-Me, e comam o que é bom, e a alma de vocês se deliciará com a mais fina refeição" (Isa. 55:1 e 2). 

    6. O que são o leite, o vinho e o pão que Deus oferece sem preço? Quais são as coisas boas que Deus está chamando todos a comerem? Por que é "sem custo"? O que significa isso? 

    Por mais triste que seja o destino de Judá, Deus nunca deixou de pleitear com eles, como nação ou como indivíduos. Isaías, que ministrou durante os reinados de "Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá" (Isa. 1:1), fez os mais eloqüentes apelos para o povo abandonar as coisas inúteis, vãs e vazias que os estavam levando para a destruição. 

    As palavras de Isaías em 55:1 e 2 dão a essência dessa mensagem: Por que lutar e trabalhar tanto pelo que, afinal, não pode satisfazer, não pode atender às suas necessidades mais básicas? Só Deus pode satisfazer todas essas necessidades, e pode fazer isso unicamente à medida que o permitirmos. Assim, esteja você vivendo em Judá do sétimo século (a.C.) ou no século 21, na Argentina, na França ou no Zaire, o assunto básico entre a humanidade e seu Criador continua o mesmo. 

    7. Leia os versos seguintes de Isaías (30:7; 41:29; 52:3; 44:9; 57:13; 59:4) e então escreva o ponto central de sua mensagem, o tema comum nesses versos: 

    Não importa como nossas circunstâncias sejam diferentes das de Judá, enfrentamos a mesma questão: a quem nós servimos? Ao Deus vivo, o único que pode satisfazer nossas necessidades, ou servimos as coisas vãs, vazias, inúteis, as coisas de vento, confusão e vaidade? 

    


 

    Quinta - Ano Bíblico: Habacuque
 

    "Eles serão o Meu povo, e eu serei o seu Deus" – Jer. 32:38 

    Quando os romanos crucificaram Jesus, Ele orou: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo" (Lucas 23:34). Em outras palavras, apesar de tudo o que essas pessoas fizeram, menosprezando Suas palavras, rejeitando Seus ensinamentos, zombando de Seus mensageiros, e agora, finalmente, crucificando-O, o desejo de Deus é um só: que mesmo esses pecadores, apesar de seus pecados, sejam perdoados. 

    Ao longo dos séculos, alguns comentaristas afirmaram que o Deus do Novo Testamento, o Deus que Se revela a nós na pessoa de Jesus Cristo, é diferente; isto é, é mais amável, mais amoroso, mais perdoador do que o Deus "carrancudo, exigente e ameaçador do Antigo Testamento". 

    Mas quando se lêem textos como Jeremias 32:36-44, uma visão do mesmo Deus compassivo também aparece aqui no Antigo Testamento. Aqui está o mesmo Deus que buscou perdão para Seus carrascos enquanto pendia da cruz. 

    8. Leia Jeremias 32:36-42. O que é que Deus está dizendo ao Seu povo? Escreva as promessas específicas. Como você pode ver o caráter de Cristo representado nestas palavras? 

    V. 37 

    V. 38 

    V. 39 

    V. 40 

    V. 41 

    É surpreendente que, depois de treze semanas lendo sobre um rei depois do outro que "fez o que o Senhor reprova" ou sobre um povo que seguia uma abominação depois da outra, desprezando as palavras de Deus, rejeitando Seus ensinos, zombando de Seus mensageiros, agora lemos estes versos em que o mesmo Deus que teve Suas palavras desprezadas, Seus ensinos rejeitados e Seus mensageiros maltratados, oferece promessas de esperança, restauração e cura para a nação que O desprezou, rejeitou e zombou dEle. 

    Então, novamente, tudo o que temos a fazer é olhar para Jesus, em Sua disposição para curar, perdoar e restaurar aqueles que, por mais indignos que sejam, estiverem dispostos a aceitar o que Ele oferece, e de repente, tudo faz mais sentido. 

    


 

    Sexta - Ano Bíblico: Sofonias
 

    Estudo Adicional 

    A batalha de Carquemis foi o ponto decisivo para os babilônios quando Nabucodonosor derrotou Neco em 605 a.C. O livro de Jeremias esboça o jogo de forças entre os que favoreciam uma aliança com o Egito e os que eram contra, dentro de Judá. Jeremias, instruído pelo Senhor, disse claramente ao povo que Babilônia seria vitoriosa, e o Egito não os salvaria (Jer. 2:36). 

    Os anos finais de Judá registram a apostasia contínua e a luta política interna que finalmente conduziram ao cativeiro babilônico. 

    "Os primeiros anos do reinado de Jeoaquim foram cheios de advertências de próxima condenação. A palavra que o Senhor falara pelos profetas estava prestes a ser cumprida. O poder da Assíria, ao norte, supremo por tanto tempo, não mais devia reger as nações. O Egito ao sul, em cujo poder o rei de Judá estava inutilmente colocando a sua confiança, logo devia ser posto decididamente em xeque. Um novo poder mundial de todo inesperado – o império babilônico – estava surgindo a leste, e depressa lançando sombra sobre todas as nações." – Profetas e Reis, pág. 422. 

    PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO: 

    1. Depois de todas estas semanas estudando Reis e Crônicas, o que ficou mais claro a respeito da mensagem que Deus tem para nós com estas histórias da nação hebraica desde os dias de Salomão até o cativeiro babilônico? Em outras palavras, por que Deus quis que essa história fosse registrada, preservada e colocada na Bíblia? 

    2. Note este ponto: No início da época de Reis e Crônicas, o templo desempenha um papel muito importante. Quase tudo que é registrado sobre o primeiro reinado de Salomão tanto em Reis como em Crônicas refere-se à construção e à dedicação do templo. Mas note também que o fim da história fala sobre a destruição do templo (II Crôn. 36:18 e 19; II Reis 25:9-15). Como é interessante que estes livros relatem o início e o fim do templo. Assim, a história começa com a dedicação do templo e termina com sua destruição. Que significado você vê nestes fatos, e o que eles dizem, hoje, para nós, que temos uma doutrina completamente relacionada com o ministério e o templo que existem no Céu? (Veja Heb. 8:1-6). 

    


 

   Lição 13   

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