Lição dos Adultos - 3º Trimestre - 2002

   Lição 9   

    Lição 9 - O governo de Ezequias em Judá  

    24 a 31 de agosto  

    


 

    Sábado à tarde - Ano Bíblico: Jer. 45–48
 

    VERSO PARA MEMORIZAR: "Foi isso que Ezequias fez em todo o reino de Judá. Ele fez o que era bom e certo, e em tudo foi fiel diante do Senhor, do seu Deus. Em tudo o que ele empreendeu no serviço do templo de Deus e na obediência à lei e aos mandamentos, ele buscou o seu Deus e trabalhou de todo o coração; e por isso prosperou." II Crôn. 31:20 e 21 

    AMAZIAS, UZIAS E JOTÃO. Na última lição sobre Judá, estudamos a morte de Joás, o menino-rei que apostatou mais tarde na vida e que, depois de ser ferido pelos invasores sírios, foi morto por seus próprios servos no leito onde jazia ferido (II Crôn. 24:23-25). Em seguida, veio Amazias, que fez o que era correto diante do Senhor "mas não de todo o coração" (II Crôn. 25:2) e que, depois de massacrar milhares de pagãos, adorou os seus deuses (vs. 5-16). Depois de sua morte (790 a.C.), Uzias governou por cinqüenta e dois prósperos anos em Jerusalém. No entanto, exaltado pelo orgulho, ele entrou no templo e queimou incenso (o que não era direito), um ato que lhe trouxe o juízo instantâneo de Deus na forma de lepra (II Crônicas 26). Em seguida veio Jotão, que "tornou-se cada vez mais poderoso, pois andava firmemente segundo a vontade do Senhor, o seu Deus" (II Crôn. 27:6). Depois de sua morte, seu filho, Acaz, que foi desleal a Deus (II Crônicas 28), governou, e em seguida, depois de Acaz, Ezequias. É o reinado desses dois últimos, Acaz e Ezequias, que vamos estudar nesta semana. 

    


 

    Domingo - Ano Bíblico: Jer. 49 e 50
 

    A apostasia de Acaz – II Reis 16 

    Depois de uma sucessão de reis que, no geral, poderiam ter sido piores, Judá agora sofreu sob o governo de 16 anos de Acaz, que levou a nação a "condições mais aterradoras do que as que até então tiveram lugar no reino de Judá." – Profetas e Reis, pág. 322. 

    1. Leia II Reis 16:1-4. Que pecados foram mencionados lá? 

    Enquanto isso, quando Judá foi atacado por uma aliança entre Israel e a Síria – um conflito conhecido como a guerra siro-efraimita – Acaz procurou a ajuda dos assírios, apesar do conselho do profeta Isaías, que disse que o ataque não teria sucesso (veja Isa. 7:1-9). 

    2. Leia Isaías 7:1-9 e responda às perguntas seguintes: 

    a. O que Isaías disse a Acaz sobre o poder e a influência da Síria? Isa. 7:1. E sobre Israel do Norte (Efraim)? Isa. 7:1-9 

    b. Qual foi a reação de Acaz? Isa. 7:10-12 

    c. Por que a resposta de Acaz, de que não queria "pôr o Senhor à prova", foi a resposta errada neste caso em particular? Isa. 7:12 e 13 

    Leia II Reis 16:7-18. Veja o que aconteceu. Judá recebeu a ajuda militar de que precisava, mas a que custo? O rei, possivelmente sob o estímulo dos assírios, acabou incorporando o paganismo assírio ao próprio templo, a ponto de reformar algumas instalações do templo a fim de acomodar os deuses assírios. Mais adiante, ele cortou em pedaços "os utensílios do templo de Deus", fechou o templo e fez para si mesmo altares em diversos locais da cidade (II Crôn. 28:24 e 25). 

    


 

    Segunda - Ano Bíblico: Jer. 51 e 52
 

    A herança em ruínas de Ezequias – II Crônicas 29 

    Quando Ezequias chegou ao trono, a devastação do reinado de seu pai era vista em todos os lugares: "Em poucas e bem escolhidas palavras, o rei passou em revista a situação que enfrentava: o templo fechado e a cessação de todas as cerimônias no seu recinto; a idolatria flagrante praticada nas ruas da cidade e através do reino; a apostasia de multidões que poderiam ter permanecido leais a Deus se os líderes de Judá lhes tivessem dado um exemplo reto; e o declínio do reino e sua perda de prestígio na estima das nações ao redor." – Profetas e Reis, pág. 332. 

    3. Como Miquéias descreve a condição espiritual de Judá no momento em que Ezequias se tornou rei? 

    Miq. 2:1 Miq. 2:2 Miq. 3:11 (o sacerdócio) 

    Miq. 3:11 (os profetas) 

    Examine as palavras de Ezequias: "Nossos pais foram infiéis; fizeram o que o Senhor, o nosso Deus, reprova e O abandonaram. Desviaram o rosto do local da habitação do Senhor e deram-lhe as costas. Também fecharam as portas do pórtico e apagaram as lâmpadas. Não queimaram incenso nem apresentaram holocausto no santuário para o Deus de Israel" (II Crôn. 29:6 e 7). Talvez nada falasse mais alto sobre a apostasia do que o fato de que fecharam o próprio templo. O edifício que o próprio Deus havia fundado (Êxo. 25:8), o lugar onde Ele Se manifestaria ao Seu povo (Êxo. 29:42 e 43), o lugar onde deviam louvá-Lo e reconhecê-Lo como Criador e Redentor (Sal. 132:7; 138:2), o lugar onde Ele reinava (Sal. 99:1 e 2), onde centrava Sua atividade de salvação (Sal. 24:3-5) – tudo isso tinha sido abertamente abandonado pelos que eram Seu povo. Que testemunho de quão baixo eles caíram! 

    Judá abandonou o santuário e, conseqüentemente, a verdade associada com ele. Que lições existem aqui para nós, que também temos uma verdade sobre o santuário? 

    


 

    Terça - Ano Bíblico: Lamentações
 

    O reavivamento de Ezequias 

    "Ele fez o que o Senhor aprova, tal como tinha feito Davi, seu predecessor. Removeu os altares idólatras, quebrou as colunas sagradas e derrubou os postes sagrados. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés havia feito, pois até aquela época os israelitas lhe queimavam incenso. Era chamada Neustã. Ezequias confiava no Senhor, o Deus de Israel. Nunca houve ninguém como ele entre todos os reis de Judá, nem antes nem depois dele" (II Reis 18:3-5). 

    4. Leia II Reis 18:1-4. Por que Ezequias fez em pedaços a serpente de bronze que Moisés fez? (Núm. 21:8 e 9). Por que um objeto tão santo precisava ser destruído? 

    Entre as coisas que Ezequias fez e que o Senhor aprovou, ele "removeu os altos" (II Reis 18:4, ARA). Isso é interessante, porque a maior parte dos reis anteriores, mesmo os que foram considerados bons, não removeram esses altos (I Reis 22:43; II Reis 12:3; 14:4). Embora haja muita especulação a respeito da exata natureza desses "altos", aparentemente eles eram altares onde os deuses pagãos eram adorados no modelo da religião canaanita. Ezequias foi o primeiro rei de Judá registrado por ter removido esses altos, um testemunho sobre a seriedade com que ele empreendeu suas reformas. 

    5. Nos textos seguintes, que mencionam as reformas sob Ezequias, que parte da reforma cada um deles descreve? 

    II Reis 18:5-7 II Crôn. 29:4, 5 e 11 II Crôn. 29:10 II Crôn. 30:1-19 II Crôn. 31:1 

    Ezequias não só restaurou a adoração correta, mas não perdeu tempo em erradicar todas as práticas errôneas, porque aparentemente sabia que, não importa quantas boas coisas instituísse, não importa quantas formas e tradições adequadas fossem seguidas, a existência de práticas pecaminosas iria fatalmente envenenar tudo. 

    


 

    Quarta - Ano Bíblico: Eze. 1–3
 

    Páscoa em Jerusalém – II Crônicas 30 

    Uma das primeiras reformas instituídas por Ezequias foi o restabelecimento da Páscoa, abandonada havia muito pela nação. De fato, o capítulo apresenta a primeira referência escrita à Páscoa desde os dias de Josué (veja Jos. 5:10). 

    6. Leia o relato da Páscoa em II Crônicas 30 e responda às seguintes perguntas: 

    a. Quem foi convidado para a Páscoa? II Crôn. 30:1 e 5 

    b. Leia a carta que Ezequias enviou. II Crôn. 30:6-9. Como o ciclo de bênçãos e retribuições é esboçado aqui? 

    c. Qual foi a reação geral em Israel a este chamado ao reavivamento? II Crôn. 30:10 e 11 

    d. O verso 11 revela a atitude dos que aceitaram o convite. Qual foi essa atitude, e por que ela é tão importante para os que querem servir ao Senhor? Na verdade, podemos servir ao Senhor sem ela? 

    Leia os versos 14-20 deste capítulo. Note as palavras de Ezequias com respeito aos que pecaram comendo a Páscoa antes de estarem ritualmente limpos. "Queira o Senhor, que é bondoso, perdoar todo aquele que inclina o seu coração para buscar a Deus" (vs. 18 e 19). Que bela expressão do evangelho: Deus perdoa os que, tendo pecado, ainda inclinam o coração para buscar ao Senhor (veja Deut. 4:29; Sal. 105:3 e 4; Isa. 55:6). 

    Foi também muito apropriado que estes sentimentos fossem expressos durante a época da Páscoa, uma das expressões mais claras do Antigo Testamento sobre o tipo de salvação pela fé no sangue de Jesus (Êxo. 12:13; I Cor. 5:7). Essas pessoas, não tendo mérito em si mesmas, só poderiam humilhar-se diante do Senhor e buscá-Lo em fé, humildade e arrependimento. 

    


 

    Quinta - Ano Bíblico: Eze. 4–7
 

    O desafio assírio – II Reis 18 e 19 

    A situação que Judá e Ezequias enfrentavam era esta: Depois de anos pagando tributo aos assírios, que na época dominavam a região, Ezequias decidiu revoltar-se, aliando-se ao Egito, apesar das advertências de Isaías contra essa política (Isa. 30:1-5; 31:1-3). Então, os assírios, no reinado de Senaqueribe, entraram como um rolo compressor em Israel, deixando terror e destruição em seu caminho. Com os exércitos assírios batendo (não educadamente) nas portas, Ezequias mudou de idéia sobre a revolta e enviou o tributo devido (II Reis 18:14-16). Mas isto não foi suficiente, e Senaqueribe requereu rendição incondicional, o que Ezequias recusou fazer. (Aparentemente, houve duas invasões assírias, mas é difícil dizer no texto bíblico onde uma termina e a outra começa.) Veja o material de sexta-feira com maiores informações. Em um desses ataques, os assírios enviaram uma carta aos judeus, advertindo-lhes a não darem ouvidos às promessas de Ezequias de que Deus os salvaria. 

    7. Leia II Reis 18:28-37, as palavras de Senaqueribe aos judeus. 

    Em certo sentido, essas palavras parecem convincentes. Afinal, nenhum dos deuses das outras nações havia salvo aqueles povos do seu exército. O que fazia os judeus pensarem que seu Deus faria alguma coisa melhor por eles? Não ouçam Ezequias; rendam-se a mim e livrem-se do mesmo destino que tiveram esses outros que confiaram em seus deuses. Imagine que você fosse um dos judeus dentro dos muros da cidade, tendo do lado de fora um exército numeroso e feroz, zombando do seu Deus e oferecendo promessas maravilhosas, desde que você se renda. Mas, de acordo com o texto, "o povo permaneceu calado e nada disse em resposta, pois o rei tinha ordenado: ‘Não lhe respondam’" (II Reis 18:36). Suponha que, em vez de Ezequias, esse rei fosse Acaz ou Jeorão, ou algum dos reis que tinham estado em profunda apostasia e que tivesse liderado o povo na apostasia. O povo teria sido tão disposto a obedecer? Por que Ezequias conseguiu que eles confiassem nele e nas promessas de libertação de Deus? Que papel o reavivamento e a reforma de Ezequias tiveram em ajudar a fortalecer a fé do povo de que Deus os livraria? Imagine se não tivesse havido reavivamento. O resultado teria sido diferente. Leia II Reis 19:35-37 para ver o que aconteceu aos assírios. 

    


 

    Sexta - Ano Bíblico: Eze. 8–10
 

    Estudo Adicional 

    Aparentemente houve duas invasões de Judá pelos assírios, com um intervalo de cerca de vinte e cinco anos. A primeira ocorreu em 701 a.C. e está bem documentada na História. Em Profetas e Reis, págs. 339, 349-366, Ellen G. White informa que esses foram dois eventos distintos. O registro bíblico mistura os dois, provavelmente porque o destaque está na maneira como o Senhor resolveu o problema, e não tanto na preocupação cronológica. 

    PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO: 

    1. O Seventh-Day Adventist Bible Commentary faz este comentário sobre as pessoas que tomaram parte na Páscoa sem estar cerimonialmente puras: "Nem tudo foi feito de acordo com a letra rígida da lei, mas, visto que as circunstâncias tornaram isso impossível, o espírito da lei foi seguido. Deus é razoável, e Seus verdadeiros servos são homens de razão e prudência. Todos os que tomam parte na obra do Senhor encontrarão circunstâncias que às vezes alteram os casos, e situações extremas podem surgir onde o juízo e a razão devem substituir uma observância rígida da letra da lei. Isto não é desculpa para a frouxidão, mas as emergências devem ser enfrentadas de acordo com as circunstâncias." – Vol. 3, págs. 294 e 295. Você concorda com o que o comentário diz? Por quê? Se não concorda, por quê? 

    2. Note também que o rei assírio tentou levar o povo a duvidar de Deus. Como enfrentamos esses tipos de ataques cada dia? Qual é a única defesa? Note, também, como ele tentou separar o povo de seu rei e de Deus. Como Satanás tenta o mesmo conosco, embora de uma maneira muito mais sutil? 

    3. Paulo escreveu: "Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso cordeiro pascal, foi sacrificado" (I Cor. 5:7). Com esse texto em mente, pense na celebração da Páscoa feita por Ezequias, como está registrado em II Crônicas 30. Como a Páscoa reflete a libertação que temos em Cristo? O que significa livrar-se do fermento velho? Esse conceito se relaciona com a idéia de reavivamento e reforma? 

    


 

   Lição 9   

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