Lição dos Adultos - 3º Trimestre - 2001

   Lição 8   

    Lição 8 - O Santuário Terrestre 

    18 a 25 de agosto 

    


 

    Sábado à Tarde - Ano Bíblico: Jer. 27–29
 

    VERSO PARA MEMORIZAR: "E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles." Êxo. 25:8 

    O SANTUÁRIO NÃO ERA SÓ UM LUGAR DE ADORAÇÃO. Os serviços do santuário do Antigo Testamento simbolizam a obra de Jesus como nosso Salvador. O santuário mostra todo o plano de salvação. Os serviços do santuário eram tanto um exemplo das coisas por vir como uma cópia do verdadeiro santuário celestial. Compreender os serviços do santuário nos ajuda a compreender a salvação. 

    Deus ordenou a Moisés que construísse uma cópia do santuário celestial. Mas este não deveria ser apenas um lugar de adoração. Deveria ensinar aos israelitas sobre o sacrifício e a obra de Jesus. Descubra o ciclo completo de salvação e os assuntos principais do conflito entre Jesus e Satanás no estudo desta semana. 

    PERGUNTAS IMPORTANTES: A salvação era descrita nos serviços do santuário? Qual era o significado dos serviços diários? O que significavam os serviços anuais? Qual era o propósito do bode emissário? Que lições as festas do santuário ensinavam? 

    


 

    Domingo - Ano Bíblico: Jer. 30–32
 

    Uma Representação do Céu – Êxo. 25:9 e 40; Heb. 8:5 

    1. Como Deus fez Moisés saber de que forma deveria construir o santuário ? Êxo. 25:9 e 40; Heb. 8:5 

    O santuário terrestre, apesar de ter sido feito por mãos humanas, tinha, literalmente, um projeto celeste. Não era uma coisa que Moisés e os israelitas copiaram dos pagãos ao seu redor; ele foi dado diretamente pelo próprio Deus. 

    De acordo com a Bíblia, Deus mostrou a Moisés um "modelo" a seguir na construção do santuário. A palavra hebraica traduzida como "modelo" é tabnith. Tabnith significa "padrão", "plano", "um modelo", "uma construção", "uma figura", "uma estrutura" e "uma imagem". Deus projetou o santuário terrestre para ser uma "cópia", "sombra", "padrão" ou "tipo" do santuário celestial (Heb. 8:5). A palavra traduzida como "sombra" significa uma sombra que é provocada por um objeto. A sombra é um símbolo do objeto. 

    Hebreus 8:5 ensina que Deus projetou o santuário terrestre para ser uma "cópia", "sombra", "modelo" ou "tipo" do santuário celeste. A palavra grega traduzida como "sombra" refere-se a uma sombra que é projetada por um objeto e que representa a forma daquele objeto. O santuário terrestre representa, em pequenas proporções, o santuário celeste. 

    O santuário terrestre, apesar de ser apenas uma sombra do real, foi instituído por Deus como forma de ensinar aos israelitas e, por meio deles, ao mundo, a verdade da salvação. Mas não havia salvação no ritual do santuário em si. O problema do pecado era muito grande para ser resolvido degolando-se uma pomba ou um bode e derramando-se seu sangue sobre um altar. "Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados" (Heb. 10:4). 

    Pedro escreveu que fomos remidos "pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo" (I Pedro 1:19). As palavras de Pedro não têm significado se não entendermos o santuário hebraico. 

    Por que é importante termos uma compreensão pessoal do santuário? 

    


 

    Segunda - Ano Bíblico: Jer. 33–35
 

    Um Tipo das Coisas Vindouras – João 1:36; I Cor. 5:7 

    Como um tipo, o santuário terrestre apontava para a obra de Jesus como nosso Salvador. Geralmente, um tipo é uma pessoa, evento ou coisa do Antigo Testamento que é símbolo de algo no Novo Testamento. Os tipos freqüentemente encontram seu cumprimento na pessoa e na obra de Jesus. Mas os tipos às vezes se relacionam com Deus o Pai, Seu povo, alguém ou alguma outra coisa. 

    2. O que os seguintes tipos do santuário simbolizam? 

    O altar de incenso (Apoc. 8:3) 

    O castiçal de ouro (João 8:12; Apoc. 1:12, 13 e 20) 

    O cordeiro sacrificial (João 1:36; I Cor. 5:7) 

    Os pães da proposição (João 6:32, 33, 41, 48 e 51) 

    O propiciatório (Êxo. 25:22; Lev. 16:2) 

    O sangue dos animais sacrificados (Lev. 17:11; 5:9; I Pedro 1:19) 

    Ao ser estudado o ritual do santuário terrestre, um ponto pode ser percebido claramente. Por mais importante e fundamental que fosse o sacrifício dos animais, o ritual do santuário não terminava com a morte desses animais. Geralmente, havia alguma coisa mais que tinha que ser feita, não pelo pecador, mas pelo sacerdote oficiante. Em outras palavras, se entendermos o ritual do santuário como um modelo do plano de salvação, o modelo ensina que o plano de salvação não termina com o sacrifício. O ministério do sacerdote quase sempre continuava. O que isso deve nos dizer é que, por mais importante que a morte de Cristo na cruz tenha sido (simbolizada pelos sacrifícios dos animais no santuário terrestre), Sua obra por nós não se encerrou na cruz. 

    O dever do pecador estava cumprido depois que o pecador trazia o sacrifício para o sacerdote. O que isso nos ensina sobre a parte do pecador no plano de salvação? 

    


 

    Terça - Ano Bíblico: Jer. 36–38
 

    O Sacrifício Diário – Êxo. 29:38-42; 30:1, 6-8 

    3. Que atividades faziam parte do serviço diário do santuário? Qual era a importância dessas atividades para o adorador? Êxo. 29:38-42; 30:1, 6-8 

    "Quando os sacerdotes, pela manhã e à tardinha, entravam no lugar santo, à hora do incenso, o sacrifício diário estava pronto para ser oferecido sobre o altar, fora, no pátio. Esta era uma ocasião de intenso interesse para os adoradores que se reuniam junto ao tabernáculo. Antes de entrarem à presença de Deus pelo ministério do sacerdote, deviam empenhar-se em ardoroso exame de coração e confissão de pecado. Uniam-se em oração silenciosa, com o rosto voltado para o lugar santo. Assim ascendiam suas petições com a nuvem de incenso, enquanto a fé se apoderava dos méritos do Salvador prometido prefigurado pelo sacrifício expiatório. As horas designadas para o sacrifício da manhã e da tardinha eram consideradas sagradas, e, por toda a nação judaica, vieram a ser observadas como um tempo reservado para a adoração." – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, págs. 353 e 354. 

    Os serviços do santuário eram divididos em duas partes principais: (1) o serviço diário e (2) o serviço anual. O serviço anual acontecia tanto no Lugar Santo como no Lugar Santíssimo. O serviço diário era feito apenas no Lugar Santo. 

    4. Qual era o requisito básico para lidar com o problema do pecado? Lev. 17:11 

    Pelo ritual do sangue no serviço diário, o pecado era transferido para o santuário. Primeiro, a pessoa confessava seus pecados sobre o cordeiro. Assim, a pessoa estava transferindo simbolicamente seu pecado para o animal (Lev. 1:4; 4:4, 15, 24 e 29; 16:21). Então, quando o sangue do cordeiro morto era borrifado à frente do véu ou derramado sobre o altar, o pecado era transferido para o santuário. No fim da cerimônia, o pecador estava limpo, e o pecado era transferido para o santuário. Nos casos em que não se usava sangue, o ato do sacerdote comer a carne do animal do sacrifício realizava a mesma coisa, a transferência do pecado (Lev. 10:16-20). 

    


 

    Quarta - Ano Bíblico: Jer. 39–41
 

    O Serviço Anual – Lev. 23:16, 26-32 

    Os pecados de uma pessoa eram perdoados pelo sangue do cordeiro no serviço diário. Os pecados eram transferidos para o santuário. O serviço anual mostrava a maneira como Deus removia o pecado do acampamento de Seu povo. O serviço anual era chamado o Dia da Expiação. 

    5. O que simbolizava o ritual de levar o bode Azazel? (A palavra hebraica para bode emissário era azazel) Lev. 16:5-10, 20-22 

    Este bode indica que Deus estava, finalmente, removendo o pecado do Universo. Só depois que o bode fosse levado para o deserto o povo podia considerar-se livre do fardo de seus pecados. Todos os israelitas deveriam passar o Dia de Expiação em oração, jejum e exame de consciência. 

    6. Compare o bode Azazel com Satanás no fim do tempo. Apoc. 20:1-3, 7-10 

    Por que o bode emissário não simbolizava o sacrifício de Cristo na cruz, junto com o bode do Senhor, em Levítico 16, especialmente quando se diz que o bode emissário (Lev. 16:10) faria "expiação"? As respostas são as que seguem: 1. O sangue do bode Azazel não era derramado; então, não era um sacrifício pelo pecado (Heb. 9:22). 2. Os pecados transferidos para ele já tinham sido expiados por outros sacrifícios de sangue (Lev. 4). 3. A transferência dos pecados para ele acontecia depois que todos os pecados registrados no santuário tinham sido expiados pelo sangue do bode do Senhor (Lev. 16:16-19). 4. Se um bode era selecionado para o Senhor (Yahweh), Azazel, para quem o outro bode era escolhido, devia representar um ser pessoal que estava em oposição ao Senhor. Esse era Satanás. 

    O grande conflito entre Jesus e Satanás era representado em pequena escala no Dia da Expiação. Jesus era a cura para nosso pecado. Satanás era a causa do pecado. (O livro mais antigo fora da Bíblia a mencionar Azazel é o livro apócrifo do segundo século a.C. de I Enoque. Este livro tem dez referências a Azazel. I Enoque diz que Azazel é responsável por todos os pecados. Azazel era enviado para o deserto. E suas hostes de anjos maus seriam julgadas. 

    


 

    Quinta - Ano Bíblico: Jer. 42–44
 

    As Festas do Santuário – Lev. 23:4; 4:27-32; Núm. 29:12-34 

    Os hebreus celebravam sete festas que também lhes ensinavam sobre a salvação. A lição de hoje examinará três dessas festas. 

    A. Páscoa: Leia sobre a Páscoa em Êxodo 12 e Levítico 23:4 e 5. Para que evento do plano de salvação esta festa apontava? I Cor. 5:7; I Pedro 1:19 e 20 

    Não é de admirar que, nesse ciclo, a Páscoa fosse a primeira. Considerando o que ela representa, existe uma lógica perfeita, porque sem o sacrifício de Cristo, as outras festas (ou pelo menos o que elas representam) não poderiam acontecer. A Páscoa tinha que acontecer primeiro. 

    B. Dia da Expiação: Essa purificação do santuário terrestre (Lev. 16; 23:27-32) se cumpriu no juízo pré-advento que começou em 22 de outubro de 1844. Esse juízo era a fase de abertura do juízo final (Dan. 7:9 e 10; 8:14; Apoc. 11:18 e 19). O Dia da Expiação caía no décimo dia do sétimo mês do calendário judaico. O fim das 2.300 tardes e manhãs simbólicas (anos históricos) em Daniel 8:14 chegou ao fim no outono de 1844 d.C. Em 1844, o Dia da Expiação caiu em 22 de outubro, de acordo com o melhor método de datar usado pela seita dos Caraítas (um grupo judeu). Este foi o tempo para a verdadeira purificação do santuário a começar com o juízo no Céu. 

    C. Festa dos Tabernáculos: Leia Números 29:12-34. A que evento do plano de salvação a festa dos tabernáculos aponta? Apoc. 14:14-16; 19:6-9 

    A festa dos tabernáculos era realizada depois da colheita do outono. Essa festa vinha depois do Dia da Expiação e era a última festa do ano. A festa era uma ocasião de alegria por duas razões: (1) celebrava a colheita e (2) os israelitas haviam desfeito todas as discórdias e confessado todos os seus pecados no Dia da Expiação. 

    Como você poderia aplicar as lições espirituais ensinadas nestas três festas em sua vida espiritual? 

    


 

    Sexta - Ano Bíblico: Jer. 45–48
 

    Estudo Adicional 

    Leia sobre a cerimônia do molho movido e que evento ele simbolizava: Lev. 23:10-14; Mat. 28. 

    Leia "O Calvário" em O Desejado de Todas as Nações, págs. 741-757. 

    "Cristo ressurgiu dos mortos como as primícias dos que dormem. Era representado pelo molho movido, e Sua ressurreição teve lugar no próprio dia em que o mesmo devia ser apresentado perante o Senhor. Por mais de mil anos esta simbólica cerimônia fora realizada. Das searas colhiam-se as primeiras espigas de grãos maduros, e quando o povo subia a Jerusalém, por ocasião da páscoa, o molho das primícias era movido como uma oferta de ações de graças perante o Senhor. Enquanto essa oferenda não fosse apresentada, a foice não podia ser metida aos cereais, nem estes ser reunidos em molhos. O molho dedicado a Deus representava a colheita. Assim Cristo, as primícias, representava a grande colheita espiritual para o reino de Deus. Sua ressurreição é o tipo e o penhor da ressurreição de todos os justos mortos. "Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com Ele." I Tess. 4:14." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 785 e 786. 

    PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO: 1. Por que Deus fez as festas do Antigo Testamento como um ciclo que se repetia cada ano? 

    2. Se o santuário terrestre mostra todo o plano de salvação, o que ele ensina sobre a salvação? Podemos dizer que a salvação se completou na cruz se os sacerdotes ainda tinham trabalho para fazer pelo pecador? 

    3. A festa dos tabernáculos era celebrada para recordar o tempo em que Israel vivia em tendas no deserto. Pense em três ou quatro razões por que é bom lembrar o que Deus fez por nós no passado. 

    SUMÁRIO: O santuário terrestre era um exemplo do santuário no Céu. Mas a salvação não era encontrada no santuário. O santuário apontava para a cruz e para a obra de Jesus como sumo sacerdote no Céu. Os serviços diários e anuais do santuário, e as festas do santuário simbolizavam diferentes aspectos da redenção. Podemos dizer com o salmista: "O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Que deus é tão grande como o nosso Deus?" (Salmo 77:13, ARC) 

    


 

   Lição 8   

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