Meditação Matinal
24/11/2014


Manifestando Liberalidade e Beneficência

Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. II Cor. 8:3 e 4

O evangelho, estendendo-se e ampliando-se, exigia maiores providências para manter a luta depois da morte de Cristo, o que tornou a lei de dar ofertas necessidade mais urgente que sob o governo hebraico. Agora Deus requer, não menores, mas maiores dádivas que em qualquer outro período da história do mundo. O princípio estabelecido por Cristo é que as dádivas e ofertas sejam proporcionais à luz e às bênçãos fruídas. Ele disse: "Àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão." Luc. 12:48.

Os primeiros discípulos corresponderam às bênçãos da era cristã em obras de caridade e beneficência. O derramamento do Espírito de Deus, depois que Cristo deixou os discípulos e ascendeu ao Céu, conduziu à abnegação e sacrifício pela salvação dos outros. Quando os santos pobres de Jerusalém se viram em miséria, Paulo escreveu aos gentios cristãos relativamente às obras de beneficência, e disse: "Como, porém, em tudo, manifestais superabundância, tanto na fé e na palavra como no saber, e em todo cuidado e em nosso amor para convosco, assim também abundeis nesta graça." II Cor. 8:7. A beneficência aqui é colocada ao lado da fé, do amor e da diligência cristã.

Os que pensam poderem ser bons cristãos, e cerrarem os ouvidos e o coração aos pedidos de Deus para que sejam liberais, acham-se terrivelmente enganados. Pessoas há que são pródigas em profissão de grande amor à verdade e, no que respeita às palavras, interessam-se muito em ver o progresso da verdade, mas nada fazem por esse progresso. A fé dessas pessoas é morta, não sendo aperfeiçoada pelas obras. O Senhor jamais cometeu tal erro de converter uma pessoa e mantê-la sob o domínio da cobiça. Review and Herald, 25 de agosto de 1874